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10 dos 11 vereadores de Augustinópolis (TO), são presos por suspeitos de esquema de corrupção

O presidente da Câmara de Augustinópolis, Cícero Cruz Moutinho (PR), declarou que não sabia sobre o suposto esquema de corrupção na casa de leis. Nesta sexta-feira (25), a polícia deu início a uma operação para prender dez parlamentares da cidade. Sete foram presos e três são considerados foragidos. Ao todo, a cidade tem 11 vereadores. Apenas o presidente não teve a prisão decretada, mas foi intimado para depor. Segundo a Polícia Civil, o esquema de corrupção pode ter desviado R$ 1,5 milhão durante três anos.

"Para mim está sendo uma surpresa. Uma surpresa grande, não estou sabendo nem do que se trata essa situação. [Agora] Esperar que vai ser feito. Não recebi nenhuma decisão, simplesmente fui intimado para vir à Câmara e depois à delegacia", disse o presidente, em entrevista à TV Anhanguera.

A operação foi chamada de Perfídia e está sendo realizada pela Polícia Civil e Ministério Público. São 14 mandados de busca e apreensão, dez de prisão temporária e três intimações para prestar depoimento. O prefeito da cidade e o presidente da câmara não estão sendo investigados neste momento.


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Até às 9h desta sexta-feira (25), apenas os vereadores Wagner Uchôa (MDB), Edivan Neves da Conceição (MDB) e o Antônio Queiroz (PSB) ainda não foram encontrados. Todos os demais mandados foram cumpridos. Os parlamentares vão responder por corrupção passiva e associação criminosa.

"Durante todo o monitoramento dos vereadores, em nenhum momento foi ouvido falar em benefícios que seriam para a população de Augustinópolis. Visavam apenas o locupletamento de dinheiro, extorquindo, de certo modo, a prefeitura para pagar valores para que aprovassem projetos oriundos da Prefeitura Municipal de Augustinópolis", comentou o delegado Thyago Bustorff.

Segundo a polícia, os vereadores recebiam uma espécie de mesada para votar a aprovar projetos de lei enviados pela prefeitura. A suspeita é de que o esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês. A propina teria sido paga inclusive para a votação da Lei Orçamentária de 2019.

O presidente garante que não sabia sobre o esquema. "Porque desde o início do meu mandato eu nunca tive muito acesso ao prefeito. Não tenho acesso para buscar nada, pedir nada junto à prefeitur [...] Aqui sou chamado de oposição, não sei como funciona. Não estou por dentro da situação", disse.

Entenda
Segundo a Polícia Civil, os vereadores cobravam propina para aprovar projetos enviados pela prefeitura. A suspeita é de que o esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês.

Além de determinar a prisão, a Justiça determinou também o afastamento dos dez vereadores por 180 dias. Com isso os suplentes devem ser nomeados imediatamente para ocupar os cargos. Apenas o presidente da Câmara, que não está sendo investigado neste momento, continua no cargo.

Os mandados de prisão são contra os seguintes vereadores:


  • Maria Luisa de Jesus do Nascimento (PP)
  • Antônio Silva Feitosa (PTB)
  • Antônio Barbosa Sousa (SD)
  • Antônio José Queiroz dos Santos (PSB) - Foragido
  • Edvan Neves Conceição (MDB) - Foragido
  • Ozeas Gomes Teixeira (PR)
  • Francinildo Lopes Soares (PSDB)
  • Angela Maria Silva Araújo de Oliveira (PSDB)
  • Marcos Pereira de Alencar (PRB)
  • Wagner Mariano Uchôa Lima (MDB) - Foragido

G1/TO

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