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Força Nacional chega à Terra Indígena Cana Brava, no MA

Operação deve durar 90 dias para garantir a integridade física e moral dos povos indígenas, dos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos não índios.

A Força Nacional chegou nesta quarta-feira (11) na Terra Indígena Cana Brava, onde dois índios da etnia Guajajara morreram e outros dois ficaram feridos em um atentado no sábado (7) na BR-226.

As tropas chegaram por volta das 18h. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a medida tem como objetivo garantir a integridade física e moral dos povos indígenas, dos servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos não índios. A Força Nacional também irá contribuir com as ações da Polícia Federal e atuar na fiscalização da BR-226.
operação da Força Nacional deve durar 90 dias, mas pode ser prorrogada. Enquanto as tropas não chegavam na região, equipes da Polícia Militar faziam o policiamento para garantir a segurança e integridade dos indígenas.

Morte de indígenas


O atentado que deixou morto dois caciques e feriu outros dois índios ocorreu entre as aldeias Boa Vista e El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, a 506 km de São Luís. Um dos feridos contou que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a moto onde ele e um dos mortos estavam.


Investigações


Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF) para investigar o caso. A Polícia Civil do Maranhão encaminhou um relatório à PF e também acompanha as investigações

Um representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos realizou na segunda, uma visita à Terra Indígena Cana Brava. Procurado pelo G1, o ministério ainda não informou quais ações serão tomadas por conta das mortes.

Protestos


Por quase dois dias, três pontos da BR-226, na entre as aldeias Boa Vista e El Betel, localizado entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú, ficaram bloqueados pelos indígenas que protestavam pelo atentado. O trecho só foi totalmente liberado no final da tarde deste domingo (8).

Durante os bloqueios, um congestionamento de veículos de mais de 1,5 quilômetro foi registrado na área. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA), os índios chegaram a atacar com pedras um ônibus que trafegava pela região. As janelas do veículo foram quebradas, causando pânico entre os passageiros.

Lideranças reagiram à morte dos indígenas, dentre elas, Sônia Guajajara, que se solidarizou com os familiares das vítimas e pediu justiça para o caso (veja abaixo).

DO MG1/MA

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