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Taxa de feminicídios no Maranhão é maior que média nacional

Em 2019, estado registrou 1,4 mortes para cada 100 mil habitantes, número superior a média nacional de 1,2. Dados são do Monitor da Violência, levantamento realizado pelo G1.

O Maranhão obteve uma alta no número de feminicídios registrados em 2019, de acordo com o Monitor da Violência, levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). O estado possui 1,4 mortes para cada 100 mil mulheres, número acima da média nacional que registrou 1,2.

O estado teve um crescimento de 1% quando comparado ao ano de 2018. No ano passado, foram 52 feminicídios, sete a mais do que em 2018, que registrou 45 mortes. Ao todo, o Maranhão possui mais de 3,5 milhões de mulheres.
Os dados também registraram uma leve variação em relação aos homicídios de mulheres. Em 2019, foram registrados 102 assassinatos contra 101 em 2018. Com isso, o Maranhão ocupa a 5ª posição no ranking dos estados da região nordeste, ficando atrás de Alagoas (2,5), Sergipe (1,8), Paraíba (1,8) e Piauí (1,7).

Em 2019, o Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio, com 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média. Se forem considerados apenas as mortes de mulheres, que não incluem os casos classificados como feminicídios, houve uma diminuição de 14%.

É o segundo ano seguido em que o número de mulheres vítimas de homicídios cai, mas os registros de feminicídios crescem no país. Em 2019, houve uma alta de 12% nos feminicídios e uma queda de 6,7% nos homicídios dolosos de mulheres.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O primeiro levantamento sobre feminicídios no país foi publicado no Monitor em 2018 e, desde então, ele é feito todos os anos. No próximo domingo (8), é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher". Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.

Casos de feminicídio no Maranhão


A estudante Thays Farias foi morta a tiros em 27 de julho, no município de Balsas, no sul do Maranhão pelo ex-marido Marlon Fernandes. O ex-casal estava separado e Marlon não aceitava o fim do relacionamento. Juntos, eles tinham um filho de um ano de idade. Após o crime, Marlon cometeu suicídio.

Adaléia Carvalho da Silva, de 25 anos, foi morta pelo ex-marido Vando Gomes do Nascimento, em 4 de fevereiro, após levar 12 facadas no município de Balsas, a 810 km de São Luís. O suspeito pulou o portão da casa da mãe da vítima, bateu na porta da cozinha, teve uma rápida discussão com Adaléia e em seguida pegou uma faca e desferiu contra ela um golpe no peito. Vando ainda tentou se matar, mas foi preso pela polícia.

Dayara Maia Ferreira Lima, de 25 anos, foi morta na zona rural do município de Estreito, na região sudoeste do Maranhão em 15 de setembro. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi assassinada pelo marido identificado como Vilson de Sousa Marinho. O crime foi cometido na frente do filho de sete anos.

G1/MA

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