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Mandato coletivo deve ser a grande novidade das eleições municipais em 2020

Nesse modelo, o político se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas voluntárias, compartilhando sua gestão e as deliberações desse time.


As eleições municipais de 2020 serão marcadas tanto pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quanto por uma nova forma de fazer política, no que se refere à escolha de representantes que concorrem à uma vaga nas câmaras de vereadores em várias cidades do Brasil: o mandato compartilhado.

Apesar dos processos eleitorais e liberdades civis presentes no Brasil, a atuação popular nas tomadas de decisão do governo é limitada e a cultura política ainda é baixa. Esse cenário acaba por colocar os cidadãos às margens dos processos de resolução política, de modo a gerar fragilidade nas instituições, problemas de governabilidade e crise de representatividade. Foi pensando em tudo isso que foi criado o sistema de mandato coletivo ou mandato compartilhado.

O movimento está ganhando a adesão de adeptos em vários estados, inclusive, no Maranhão. A nova ferramenta política busca mecanismos de inclusão da sociedade nos processos de decisão e o aumento do seu poder de influência e interferência dentro dos espaços políticos. O mandato compartilhado tem sido visto pelos que lutam por uma sociedade igualitária como uma nova forma de representação, participação e exercício democrático. Para isso, os mandatos coletivos apostam na adesão e colaboração da sociedade civil com o poder público através da intervenção direta da população nas tomadas de decisões de um representante político durante seu mandato.

Nesse modelo, o político se compromete a dividir seu gabinete e mandato com uma rede de pessoas voluntárias, compartilhando sua gestão e votando de acordo com as deliberações desse time. Dessa forma, o representante abre espaço para ações e posicionamentos mais plurais, que tendem a neutralizar interesses particulares. Inicialmente, o modelo foi colocado em prática no poder legislativo municipal, com membros da rede de colaboradores chamados covereadores. Atualmente, é possível encontrar mandatos compartilhados no legislativo federal e estadual, como resultado do processo de renovação política na última eleição.
Ideia do mandato compartilhado na eleição de São Luís

Nessa perspectiva, o “Coletivo Nós”, realizou ontem (08), a “live de lançamento da pré-candidatura à Câmara de Vereadores de São Luís” pelo Canal do YouTube do grupo político. Durante a live foram apresentados à população de São Luís os seis co-candidatos que compartilharão essa candidatura: Delmar Matias, Enilson Ribeiro, Eunice Cheguevara, Flávia Almeida, Jhonatan Soares e Raimunda Oliveira. Cada um dos cocandidatos representa uma grande área da periferia urbana e rural de São Luís, um seguimento, bandeiras de atuação do coletivo… Já manifestaram apoio ao projeto do “Coletivo Nós” que já somam mais de 100 pessoas entre artistas, professores, estudantes e ativistas sociais entre outros.

Em um mandato coletivo, estão reunidas diversas pessoas com conhecimento e experiência em áreas específicas, pertencentes a diferentes setores sociais e partidos políticos. Sua missão é assumir o compromisso de ser um canal direto de intervenção da sociedade no poder público, de forma a somarem suas capacidades em áreas particulares e contribuírem na cocriação de projetos e na gestão da governança, agregando ao mandato múltiplas perspectivas e diferentes saberes.

Na prática, a modalidade pode ocorrer de duas formas; reunindo o coletivo em torno de um nome que é efetivamente um pré-candidato, mobilizando votos durante a campanha para esse nome, mas divulgando a ideia da candidatura coletiva; ou durante o mandato, onde o time é formado somente após o político ser eleito. Independente do modo como o mandato compartilhado é adotado, apenas um candidato estará registrado na Justiça Eleitoral e será eleito, mesmo que o mandato seja exercido em conjunto, onde todos os participantes serão responsáveis pela gestão.

O Imparcial

Comentários

  1. ÍSSO É UM ABSURDO ISSO É IDÉIAS COMUNISTAS LOGO NO MARANHÃO UM ESTADO DE INGENUOS OS POLÍTICOS MARANHESES TEM QUE FICAR DE OLHOS ABERTOS PORQUE A CONSTITUIÇÃO NÃO PERMITE ISSO

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