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Natal e Réveillon no Maranhão sem eventos públicos, diz Flávio Dino

Governador afirmou que as festas de Natal e Réveillon não acontecerão com a presença do público. Já o carnaval de 2021 está ameaçado e depende de uma decisão nacional.


Apresentações artísticas, espetáculos de sons, cores e luzes das festas natalinas em São Luís em frente ao Palácio dos Leões, deverão acontecer com uma programação específica diferenciada do ano passado por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O anúncio foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) durante a entrevista coletiva virtual à imprensa sobre panorama sanitário e medidas fiscais.
A festa, que é abrilhantada por um show de fogos de artifício, apresentação do vídeo mapping e a presença do Papai Noel, já está sendo repensada por uma equipe do Governo do Estado, assim como o carnaval de 2021. Além de um modelo adaptado à nova realidade, haverá lançamento de editais que vão contemplar a classe artística tal qual aconteceu no período do São João de 2020. “A estas alturas já estamos procurando outras formas alternativas para celebrar essa data tão importante para nós, cristãos, que faz alusão ao nascimento de Jesus Cristo.

Muito provavelmente, nós não teremos segurança sanitária. Segurança sanitária plena só teremos com a vacinação. Essas festas e momentos que reúnem milhares de centenas de pessoas, é preciso de tempo para preparar. Nós ainda não tomamos uma decisão sobre o carnaval, mas o Natal e o Réveillon, eu diria que 90% não acontecerão nos modos tradicionais porque não podemos correr esse risco mesmo com as taxas caindo”, ressaltou Flávio Dino afirmando que se faz necessário uma atitude de prudência.

No período natalino uma programação especial acontece em diversos pontos do Centro Histórico, na área que vai da Praça Dom Pedro II, passando pelos palácios que sediam a Prefeitura, Governo e Tribunal de Justiça, até a Praça Benedito Leite. O colorido vivo e marcante da rica iluminação com milhares de microlâmpadas, guia o público a cada uma das atrações, instalações e personagens distribuídos pela área.

Uma nova programação

O governador adiantou que a programação cultural poderá ser substituída por eventos itinerantes, show de fogos em vários pontos da cidade, e com as pessoas dentro de suas casas usufruindo desses momentos. Já com relação ao carnaval, Flávio Dino afirmou que a decisão será nacional. A Liga das Escolas de Samba de São Paulo, por exemplo, vai propor à prefeitura uma nova data em maio ou julho para a realização do carnaval 2021. Uma reunião acontecerá segunda-feira (20) para uma definição. No entanto, caso a Prefeitura de São Paulo não aceite a proposta data do adiamento, o carnaval do ano que vem pode ser cancelado. Já a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro adiou para mês de setembro a decisão sobre o carnaval de 2021. Enquanto não houver vacina para combater a doença, as datas previstas dos desfiles do ano que vem (14 e 15 de fevereiro) podem sofrer alteração também.”Há um movimento de várias cidades que promovem o carnaval de debater a possibilidade do adiamento. Mas ele está hoje fortemente ameaçado e nós vamos usar os recursos do tesouro estadual, da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei Aldyr Blanc votada pelo Congresso Nacional para que nós possamos de algum modo ajudar os profissionais da chamada economia da cultura”, ressaltou Flávio Dino.

Ainda durante a coletiva de imprensa, o governador  afirmou que ainda não é o momento de liberar apresentações artísticas ao vivo em bares e casas de show. De acordo com Flávio Dino, é evidente que a classe artística tem enfrentado dificuldades financeiras por conta da pandemia da covid-19. 

No entanto, segundo Dino, baseado em estudos de todo o governo do estado, seria arriscado promover esse tipo de evento nesse momento. Por isso, até o final de julho permanecem proibidas as apresentações ao vivo no Maranhão. A previsão, conforme o governador, é que os eventos ao vivo retornem em agosto, caso a curva se mantenha estabilizada, ou até mesmo reduza o número de casos da covid-19 e a curva de contágio fique abaixo de 1%. Para isso, sua equipe de governo tem dialogado com as entidades empresariais e culturais.

O Imparcial

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