PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

33% dos jovens não estudam e nem trabalham no Maranhão

Cerca de 33,2% dos jovens entre 15 e 29 anos do Maranhão, não estudavam e nem tinham ocupação em 2019, segundo a mais recente Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo maior índice do Nordeste, só perdendo para o estado do Alagoas. No Brasil são pelo menos 82,3% dos jovens de 15 a 29 anos que nunca frequentaram a escola estavam sem ocupação. O levantamento mostra, pela primeira vez, que entre os que já tinham estudado, quanto mais cedo abandonaram os estudos, maiores eram as chances de estarem sem trabalho.

No ano passado, a proporção de pessoas nessa situação reduziu no Brasil, passando de 23,0%, em 2018, para 22,1%, em 2019. Apesar da melhora no indicador, o país tem mais jovens que não estudam nem têm ocupação do que outros países da América do Sul, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. “A redução nesse indicador resulta do aumento do nível de ocupação dos jovens no período. Não se tratou, portanto, da expansão do acesso à educação”, explica a analista da Gerência de Indicadores Sociais do IBGE, Luanda Botelho, acrescentando que o indicador de quem não estuda nem tem ocupação não tem uma variação conjuntural tão destacada de um ano para o outro.

Porém, no estado do Maranhão esse indicador aumentou. Em 2018 esse grupo representava 32,9% do total de jovens maranhenses, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).  Em 2019, o estado tinha 1.781.000 pessoas com idade entre 15 e 29 anos, sendo 591 mil (33,2%) que não estudam e também não frequentam escola (ensino fundamental, médio e superior), nem cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou qualificação profissional.

Comparativamente, a variação do percentual entre 2016 e 2019 foi de +5,1% nos jovens de 15 a 29 anos. De 2019 para 2018 a variação foi de +0,3%.

Entre as regiões do país, os estados do Sul apresentaram os percentuais de jovens sem estudar e sem ocupação mais próximos de países desenvolvidos, principalmente, nas capitais. Por outro lado, em todos os estados do Nordeste mais de 25% dos jovens estavam nessa condição. Em 2019, apenas 40,5% dos jovens estavam ocupados no Nordeste, enquanto a média nacional era 49,8%.

Em 2019, 42,8% dos jovens que não estudavam nem trabalhavam estavam no quinto da população com os menores rendimentos domiciliares per capita, que representa aqueles com renda de até R$ 353,50. Apenas 4,7% desses jovens estavam no quinto com os maiores rendimentos.

O levantamento ainda detalha que apenas 18,9% dos jovens pretos ou pardos na faixa etária entre 18 e 24 anos frequentavam, em 2019, o ensino superior. Esse percentual era de 35,7% entre os estudantes brancos. Ou seja, um jovem branco tem quase duas vezes mais chance de frequentar ensino superior do que um jovem preto ou pardo.

O Imparcial

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE