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Maranhão tem 280 novos casos de câncer infantil


O câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenis (4.310 em homens e 4.150 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 137,87 casos novos por milhão no sexo masculino e de 139,04 por milhão para o sexo feminino. Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.  De acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM, em 2018  houve 2.565 óbitos: 1.412 para o sexo masculino e 1.153 para o sexo feminino. No Maranhão, segundo o INCA, a estimativa é de 280 novos casos, sendo 150  em homens e 130 em mulheres.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, graças aos avanços no tratamento do câncer infantil nas últimas décadas, atualmente mais de 84% das crianças com câncer sobrevivem 5 ou mais anos. Globalmente, esse é um aumento considerável desde meados da década de 1970, quando a taxa de sobrevida em 5 anos era de apenas 58%. Ainda assim, as taxas de sobrevida variam com o tipo de câncer e outros fatores.

O câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central, com incidência de 26%, e os linfomas (sistema linfático), que ocorrem em 14% dos casos.

Pensando nisso, foi criado o Dia Mundial do Combate ao Câncer Infantil, 23 de novembro, data utilizada para disseminar informação e estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil, uma vez que a prevenção pode aumentar as chances de cura em 80% dos casos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Por isso, é tão importante que os pais estejam atentos a qualquer sinal que possa indicar a existência da doença. Perda de peso, manchas roxas pelo corpo, febre e caroços podem ser sintomas de câncer em crianças e jovens.

Segundo explicam os especialistas, o papel do pediatra é fundamental. “Seja na suspeita diagnóstica do câncer ou no encaminhamento precoce para os centros de referência oncológicos pediátricos, somos fundamentais neste processo. Por isso conclamo os colegas da especialidade a estarem alertas para darmos melhor chance de cura, de sobrevida e de qualidade de vida aos nossos pacientes”, enfatiza a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva.

Luta após a perda

Descobrir que uma criança ou um adolescente tem câncer é algo terrível. Afinal, nenhum pai e nenhuma mãe estão preparados para receber tal notícia. Porém, quando a doença é descoberta logo no começo, a possibilidade de cura é muito maior. O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil pode representar o início da cura.

Quando fala de Ana Letícia, o pai dela, o promotor de Justiça Luis Samarone Batalha Carvalho, se emociona. Ana faleceu em 2015 logo após ter completado 5 anos. Ela tinha Leucemia Linfoide  Aguda (LLA), um câncer diagnosticado após 1 ano que ela vinha desenvolvendo os sintomas. Da dor do luto à luta, Luis Samarone passou, desde então, a ser ativista no alerta para os cuidados com a saúde. Em sua rede social, no Facebook, relembrou a importância do diagnóstico precoce. “O câncer, embora tenha maior incidência entre adultos, também leva nossos filhos. O câncer não escolhe idade, gênero, cor, origem ou classe social. Ele pode levar o amor de sua vida. Também interrompeu a vida do amor da minha vida, minha filha Ana Letícia. Se ela tivesse sido diagnosticada quando a doença ainda estava no início talvez a história dela fosse outra”, disse. Chamou atenção também para a campanha Amiguinhos da Ana Letícia que tem feito atividades para levar informação sobre a doença. “Eu nada sabia de câncer infantil até ela ser diagnosticada. Pouco se sabe e pouco se divulga sobre o câncer em crianças e adolescentes. No Maranhão, o Setembro Dourado era praticamente desconhecido. O Projeto @amiguinhosdaanaletica tem contribuído para ajudar a mudar essa realidade em nosso estado. Com mais conhecimento, com mais informação, você pode proteger melhor o amor de sua vida. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura”, escreveu.

Tratamento

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) relata que o tratamento do câncer inicia com o diagnóstico e estadiamento corretos. Considerando a complexidade da doença, deve ser efetuado em centro especializado pediátrico, por equipe multiprofissional, compreendendo diversas modalidades terapêuticas (quimioterapia, cirurgia, radioterapia, imunoterapia, transplante de medula óssea e/ou de órgãos) aplicadas de forma racional, e individualizada para cada tipo histológico específico e de acordo com a extensão clínica da doença.

Considerando que a infância e a adolescência são períodos críticos do desenvolvimento em que, além da formação de hábitos de vida, a exposição a fatores ambientais pode afetar a estrutura ou a função de órgãos ou tecidos, comprometendo a saúde do adulto.

Por isso, é fundamental a orientação para esta população sobre os fatores de risco conhecidos para o câncer relacionados a exposições de longa duração, como a alimentação inadequada, a exposição à radiação ultravioleta sem proteção, o uso de tabaco e de álcool, a ausência da prática regular de exercícios físicos, a não-vacinação contra agentes infecciosos, como hepatite B e contra papilomavírus humano (HPV), e a prática sexual sem proteção.

Principais sinais e sintomas da doença em crianças:

Palidez

Manchas roxas pelo corpo, principalmente em locais que não são comuns a traumas

Dor na perna

Caroços e inchaços em regiões como o pescoço

Febre

Perda de peso

Sudorese noturna

Vômitos matutinos

Dor de cabeça

Alterações para andar e para se equilibrar

Convulsões

Mancha branca nos olhos

Estrabismo de início súbito

Perda visual

O Imparcial

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