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Energia elétrica: Apagão no Maranhão não está descartado, diz especialista



O “apagão” que aconteceu no Amapá onde mais 700 mil pessoas ficaram 22 dias sem energia elétrica deixou em alerta o sistema de abastecimento de energia no Maranhão. Para saber se o estado poderia passar pela mesma situação, O Imparcial conversou com advogado, Wellington Araújo Diniz, diretor jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão e Membro da Coordenação do Coletivo Nacional dos Eletricinetários (CNE).   De acordo com a análise feita por ele, a possibilidade não está descarta. “Se formos analisar pelo aspecto técnico, um apagão da forma como aconteceu no Amapá acontecer aqui no Maranhão é difícil, mas, não impossível de acontecer. As particularidades dos dois sistemas são diferentes, mesmo ambos estando ligados ao Sistema Interligado Nacional – SIN”, explicou o advogado.

Segundo Wellington Diniz, o sistema elétrico do Amapá é radial, comumente chamado o sistema elétrico onde existem as chamadas “pontas de linha”, que seria o caso de não haver uma retro alimentação, em caso de falha de uma fonte, o sistema pode ser retroalimentado por outra fonte. “No Maranhão, o sistema elétrico é em anel, ou seja, mesmo que você perca uma fonte principal, há a alimentação por outras fontes de semelhante capacidade de alimentar o nosso estado em caso de uma perda de energia. Agora, se a análise for pelo aspecto político energética, o apagão ocorrido no Amapá pode acontecer em qualquer lugar do Brasil, isto porque o governo federal sob a justificativa de não investir na expansão do setor elétrico nacional, privou a Eletrobras de participar dos últimos leilões de energia nova. O que se mostra um contrassenso, visto que a Eletrobras superou a difícil situação em que se encontrava no início de 2016, com uma relação Dívida Líquida / EBITDA da ordem de 9,5. Por outro, mesmo tendo recuperado sua saúde financeira e capacidade de investimento, a companhia segue praticamente ausente dos leilões de novos empreendimentos”, ressaltou.

Wellington Diniz afirmou que providências podem ser tomadas para que a crise não se agrave como aconteceu no Amapá e que para isso não aconteça, basta investir, e a Eletrobras pode ser o indutor desse processo através de suas empresas ela pode fazer isso. “Cabe ressaltar que praticamente todos os últimos projetos estruturantes de expansão do setor elétrico nacional realizados nas últimas duas décadas tiveram a participação da Eletrobras como propulsora de investimentos em parceria com empresas privadas. As grandes obras de implantação, nos segmentos de geração hidráulica e transmissão, foram executadas com a participação de R$ 48,6 bilhões de investimentos da Eletrobras, que  resultaram em 21.071 MW de capacidade instalada de geração, 6.842 km de linhas de transmissão e 13.950 MW de capacidade de transformação”, explicou o advogado.

Segundo Wellington Diniz, se não fosse a Eletronorte, desde o dia 3 de novembro até hoje, o Amapá ainda estaria no escuro, em sua totalidade ou em grande parte. Além das unidades termoelétricas contratadas pelo governo federal, que autorizou a Eletronorte a efetuar essa missão através da contratação de 150 MW Medida Provisória por até 180 dias. “Coube à Eletronorte através de seu competente corpo técnico local, e também contando com a ajuda de técnicos do Pará, Rondônia e também do Maranhão, restabelecerem à normalidade o transformador avariado, e também montando um outro transformador de propriedade da Eletronorte proveniente de Boa Vista Roraima. Além disso, a Eletronorte restabeleceu ao sistema em tempo recorde, uma turbina na usina de Coharacy Nunes provendo cerca de 45 MW, e também uma Usina Térmica LM de propriedade da Eletronorte que estava desativada, e segundo nos foi informado, prevista para ser vendida em lotes”, acrescentou Wellington Diniz.

Sobre o futuro do setor elétrico no país a médio e longo prazo para essas mudanças propostas pelo governo federal, Wellington Diniz, afirmou que o futuro do setor elétrico do Brasil, sem empresas estatais será de escuridão, proporcionados por apagões, isso se o governo mantiver essa política de entregar a Eletrobras e suas subisidiárias para o capital privado. “Não se trata de previsão alarmante, já experimentamos isso, será que já esquecemos o que aconteceu no final do governo FHC, quando a falta de investimentos do governo tucano levou o Brasil ao racionamento de energia elétrica? Isso, após um intenso programa de privatizações do setor de distribuição de energia elétrica, a nossa sorte foi que não deu tempo de privatizarem a geração e transmissão de energia à época ainda estatal e com empresas regionais, como Eletronorte na região norte, Chesf no nordeste, Furnas no sudeste e Eletrosul no Sul”.

O Imparcial

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