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Em um mês, MA já aplicou mais de 135 mil doses da vacina contra a Covid-19 e não tem previsão para a chegada de novos imunizantes


Das vacinas aplicadas desde o início da campanha, pouco mais de 124 mil foram aplicadas na primeira dose e mais de 10 mil na segunda. Ao G1, especialista avalia o primeiro mês de imunização como satisfatório, entretanto, acredita que os resultados poderiam ter sido melhores caso houvesse maior oferta de vacina.

Nesta quinta-feira (18), o Maranhão completa um mês do início da campanha de vacinação contra a Covid-19. A ação, que foi iniciada de maneira simbólica com a vacinação de cinco profissionais da saúde que atuam na linha de frente contra a doença, já aplicou 135.116 doses distribuídas pelos 217 municípios do estado.

Das aplicações do imunizante, 124.536 foram de primeira dose e 10.580 de segunda dose, até a última atualização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgada às 20h de quarta-feira (17).

O Maranhão já recebeu 306.540 doses do imunizante e destas, 249.904 já foram distribuídas. Dos lotes já recebidos, três são da CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo e, um lote é da vacina Oxford/Astrazeneca.

Ao G1, o Governo do Maranhão disse que ainda não há uma previsão de quando o Ministério da Saúde vai enviar novos lotes da vacina. O estado afirma que entre os dias 22 a 25 de fevereiro, deve enviar aos municípios a última remessa em estoque com 46 mil doses da Coronavac.

A imunização segue o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, que define quais são os públicos-alvo que devem receber prioritariamente as doses. Dentre os grupos prioritários, estão trabalhadores da saúde, idosos (que estão em asilos ou abrigos e tem mais de 60 anos), pessoas institucionalizadas com deficiência e indígenas em terras próprias.

Entretanto, a vacinação fica a cargo dos municípios, como é o caso de São Luís, que além de vacinar os grupos prioritários, já aplicou as doses em idosos entre 86 a 95 anos, idosos acima de 95 anos e em pacientes acamados e com câncer.

'Poderia ter sido melhor'

Com meses de vacinação contra a Covid-19 pela frente no Maranhão, ao G1, o médico maranhense e especialista em Saúde Pública, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcos Pacheco, avalia que os resultados do primeiro mês da campanha foram satisfatórios, mas poderiam ter sido melhores.

Segundo Marcos Pacheco, o estado só conseguiu aplicar, até agora, menos 50% das doses que foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde ao Maranhão, quando o ideal é que mais da metade das doses já tivessem sido aplicadas.

O especialista vê a grande extensão territorial do estado e o grande volume da população como alguns dos fatores que explicam a velocidade da aplicação das doses. Entretanto, para Marcos Pacheco, o maior problema foi a baixa quantidade de vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, reduzindo a capacidade de oferta do imunizante.

“É um resultado satisfatório, mas talvez nós pudéssemos ter avançado um pouco mais, porque isso representa algo em torno de pouco menos de 50% das doses que nós recebemos, quando o ideal é que tivéssemos ultrapassado esse valor. Eu acho que o grande problema foi a quantidade de aquisição das vacinas, porque quando eu tenho uma quantidade muito reduzida, eu tenho que proporcionalmente reduzir o foco da vacinação”, avalia.

Marcos Pacheco avalia que, em média, o Maranhão precisa vacinar cinco vezes o número de pessoas que foram imunizadas no último mês, para conseguir atingir um resultado ideal. Ele afirma que mesmo com o início da campanha, a população não deve deixar de tomar as medidas de prevenção contra a doença, até que o estado tenha 80% da população vacinada, o que representa pouco mais de 4 milhões de habitantes.

“Por isso que nós insistimos que mesmo com o início da vacinação, todos indistintamente, vacinados ou não vacinados, tem que manter as medidas de segurança que são o uso de máscara, distanciamento social e lavar continuamente as mãos”, explica.

‘Fura-filas’

Em meio à campanha, surgem aos poucos novas denúncias de ‘fura-filas’ da vacina contra Covid-19 em todo o Maranhão. Um levantamento feito pela ouvidoria do Ministério Público do Estado (MP-MA) em 9 de fevereiro, mostra que já foram registradas 72 denúncias relativas à vacinação.

Das denúncias protocoladas, 26 foram registradas em São Luís. Por conta do aumento, uma equipe do MP-MA, realizou na quarta-feira (17), uma vistoria no Centro Municipal de Vacinação, localizado no Multicenter Sebrae, na capital maranhense, para apurar as possíveis irregularidades.

O Ministério Público afirma que caso seja comprovada alguma irregularidade, os envolvidos podem ser punidos, inclusive criminalmente, após a instauração do processo judicial. O G1 preparou um especial que ensina como a população pode denunciar os ‘fura-fila’.

G1/MA


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