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JOVENS SÃO A MAIORIA EM OCUPAÇÃO DE ELEITOS DE UTI COVID-19 NO MARANHÃO


No Maranhão, os boletins divulgados diariamente pela SES, mostram que o número de casos confirmados da doença é maior entre a população de 20 a 49 anos de idade.

Agora são os adultos jovens que representam a maioria das internações. Antes, eram os idosos os que mais ocupavam os leitos de UTI. Um dos fatores que explicam esta mudança no perfil dos pacientes graves é o avanço da vacinação entre a população com mais de 60 anos de idade e, por outro lado, a exposição do público jovem em aglomerações e os desrespeito ao uso das medidas de proteção.

De maneira geral, a pesquisa comprova a eficácia das vacinas que estão sendo aplicadas entre a população brasileira. Os imunizantes não impedem que a pessoa seja infectada pelo coronavírus, mas reduzem consideravelmente as chances da doença se manifestar de forma grave e levar o paciente à internação. Iniciado há cinco meses, o Plano de Vacinação contra a covid-19 contemplou primeiramente a população acima de 60 anos de idade – até então, os mais vulneráveis ao risco de óbito.

Maranhão: 20 a 49 anos

No Maranhão, os boletins divulgados diariamente pela Secretaria de Estado de Saúde, mostram que o número de casos confirmados da doença é maior entre a população de 20 a 49 anos de idade. A faixa etária com maior incidência de casos é a de 30 a 39 anos.

A mudança de perfil dos pacientes de UTI verificada pela Fiocruz reacendeu o alerta para os cuidados que a população mais jovem precisa tomar para evitar a propagação da covid-19, já que a vacinação avança lentamente pelo país e ainda está bem longe de contemplar toda ou a maioria da população.

A médica infectologista do Sistema Hapvida, Ana Rachel Senni, tem acompanhado os boletins da covid-19 e está preocupada com o novo cenário da pandemia.

“A faixa etária dos jovens entre 20 e 29 anos é a que teve o maior aumento no número de mortes, no último mês, segundo o Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19. E nas idades de 40 a 49 anos houve o maior crescimento do número de casos”, alerta.

Rachel ressalta que pacientes com esta faixa etária tendem a permanecer internados por mais tempo, caso manifestem a forma grave da doença.

“Um fator preocupante que estamos passando é que os jovens permanecem mais tempo em UTIs e leitos de internação, por resistirem mais às complicações da doença, sobrecarregando o sistema de saúde”, destaca.

“Por causa da idade, eles têm a seu favor um sistema imunológico mais eficiente. Mas não são imunes à doença, como estamos vendo agora, com o aumento de óbitos em jovens. Esta percepção de não adoecer acaba encorajando a uma maior exposição ao risco e eles são os maiores responsáveis pelas aglomerações, festas clandestinas, e não cumprimento das medidas de prevenção”, observa.

Diante deste cenário, a necessidade de se manter os cuidados e seguir os protocolos sanitários permanece. O uso de máscaras, evitar aglomerações e higienizar as mãos são as principais formas de reduzir o avanço do coronavírus e suas variantes.

“Os mais jovens também compõem a maior parte da população economicamente ativa, estão trabalhando ou estão em busca de trabalho, utilizam transporte público, aumentando, assim, a exposição”, disse a médica, ao reforçar as recomendações e cuidados para evitar a propagação do coronavírus.

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