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MARANHÃO - AUMENTAM AS MORTES POR INTERVENÇÃO POLICIAL NO ESTADO


Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, na lista das 50 cidades que concentram mais da metade das mortes por intervenção policial no Brasil, São Luís aparece no 45º lugar.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgou um ranking onde constatou um aumento no número de mortes por intervenção policial no Maranhão.

Na lista das 50 cidades que concentram mais da metade das mortes por intervenção policial no Brasil, São Luís aparece no 45º lugar. Na capital, 18 pessoas foram assassinadas por policiais que estavam dentro ou fora do horário de serviço, no ano de 2020. Em São Luís, a taxa desse tipo de mortalidade é de 1,6 por 100 mil habitantes.

Para os especialistas, as mortes, muitas vezes, estão associadas ao racismo estrutural presente nas forças policiais e, inclusive, motivado nos últimos anos por setores da sociedade. A violência presente até mesmo em São Luís, considerada uma das cidades com mais casos assim no país.

No ranking dos estados, o Maranhão ocupa a 17ª posição. Essas mortes subiram de 72, em 2019, pra 98, em 2020. 26 a mais. A taxa é de 1,4. Mesmo que a nacional seja 3, mais que o dobro, o aumento é visto com preocupação por quem milita pelos Direitos Humanos.

Para o advogado Luís Pedrosa o país segue um padrão, onde o policial demonstra um crescimento de atitudes mais violentas, principalmente a parcela da sociedade menos favorecida. “Nós estamos diante de um padrão de intervenção policial que tende a crescer em termos de resultados violentos. É um segmento importante da sociedade que incentiva as intervenções de extermínio adotadas pelas polícias, sobretudo, quando elas se referem aos setores menos favorecidos da população”.

Em todo o país, a letalidade policial resultou em 6.416 mortes. O primeiro ano de pandemia foi também o que teve maior número de mortes em decorrência da ação policial no Brasil, desde que o indicador passou a ser monitorado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os gráficos são importantes porque ajudam a direcionar esforços para controlar o uso da força letal por parte das instituições.

O pesquisador em aparatos de policiamento e segurança pública, Paulo Henrique Matos de Jesus, pontua que os policiais, atualmente tendem a seguir um comportamento mais autoritário, violento e "justiceiro". Além disso, existe ainda a falta de preparo adequado dos policiais no que diz respeito ao combate da criminalidade, o que acaba atrapalhando no próprio trabalho deles.

“Existe um fenômeno recente que os pesquisadores em segurança pública chamam de ‘policialismo’. Uma das características desse fenômeno é a adesão das forças policiais brasileiras a uma pauta extremamente autoritária, violenta que exalta práticas por parte da polícia de justiçamento e essa pauta ela encontra abrigo em certos setores da sociedade brasileira que legitimamente reivindicando mais segurança acabam exigindo da polícia um comportamento mais ostensivo, mais truculento, mais incisivo, e, inclusive, legitimando por vezes essas ações da polícia. Então essas seriam uma das razões. Há também a falta de preparo adequado dos policiais no que diz respeito ao combate da criminalidade. O adequado seria que os policiais ponderassem ou fossem preparados para ponderar e se seria necessário ou não o uso da força”, explicou Paulo Henrique.

Esta semana, foi exumado o corpo de Hamilton Bandeira, o jovem de 23 anos com deficiência mental morto por policiais civis na frente do avô na cidade de Presidente Dutra. O corpo de Hamilton foi enterrado sem passar por exame de necrópsia no Instituto Médico Legal (IML), o que é padrão em casos de morte por intervenção policial. Na versão da polícia, ele fez apologia ao crime nas redes sociais e reagiu à abordagem dentro da própria casa. A família nega que o jovem tenha atacado os policiais com uma faca. O crime comoveu a população. os peritos envolvidos continuam trabalhando, enquanto seguem as investigações.

Hamilton se enquadra no perfil das vítimas apontado pelo anuário: a maioria é homem, jovem, negro e pobre. Para o pesquisador em aparatos de policiamento e segurança pública, uma prova do racismo existente no setor. “Essa perspectiva racista que está profundamente entranhada na formação, sobretudo da Polícia Militar, ela precisa e deve ser superada", finalizou.

G1/MA

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