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AÇAILÂNDIA: GREVE DOS PROFESSORES PODE CAUSAR UM PREJUÍZO IRREPARAVÉL A ALUNOS E AOS PRÓPRIOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Como o repasse de recursos do Fundeb são condicionados à proporção ALUNO/PROFESSOR, o movimento paredista pode aumentar a evasão escolar que já ultrapassa a casa de 5 mil alunos, e, além de prejudicar o ensino, pode inviabilizar a carreira futura dos próprios grevistas e até obrigar o município a suspender contratos temporários dos trabalhadores da educação que já foram seletivados – o movimento, infelizmente, já começou a ser utilizado por políticos aproveitadores que fazem das dificuldades seus baús de votos.

Deflagrado normalmente para reivindicar a garantia dos direitos de uma determinada categoria, como melhores condições de trabalho e aumento de salário, o movimento paredista tem sido motivo de polêmica nos últimos anos.

Iniciada no Brasil ainda no século XIX e reforçada no começo do século XX, com a Greve Geral de 1917, essa luta de classes vem dividindo opiniões dos trabalhadores e da população, principalmente em relação aos seus limites e prejuízos.

O movimento paredista na cidade de Açailândia começou a debandar para um lado ainda mais prejudicial – políticos aproveitadores já começaram a ver o grande problema enfrentado por professores, alunos e a própria gestão pública municipal, suas bases de campanhas eleitorais visando o pleito que se avizinha.

Na tarde do último dia 24, a Secretária Municipal de Educação Karla Jannys e o Procurador Geral do Município Renan Sorvos, acompanhados do professor e consultor em educação Paulo Buzar, convocaram a imprensa para apresentar a população, como também ao movimento de greve, dados alarmantes que podem inviabilizar inclusive as carreiras futuras dos profissionais da educação – o nome desse monstro é EVASÃO ESCOLAR, que já acumula desde 2014 a casa de mais de 5 mil alunos.

O procurador do município Renan Sorvos, foi enfático no que diz respeito a ILEGALIDADE da greve e que o município continua aberto às negociações com o movimento paredista – disse também, que a grande maioria dos profissionais da educação, quando não ainda recebem o Piso Nacional no valor de R$ 3.845,00 chegam bem próximo, e, que aqueles profissionais que estão com seus pisos abaixo do Piso Nacional que possam senta junto com a gestão pública numa mesa de negociações para facilitar a viabilidade de se chegar a um acordo.

A Secretária Karla Jannys e o consultor Paulo Buzar trouxeram à tona os números alarmantes que pelo visto ainda não foram levados em conta pelo movimento de greve – a relação ALUNO/PROFESSOR que em seu ideal é 25 por professor, com a evasão escolar provocada nos últimos anos em Açailândia já chega a 13 ou 14 alunos mais ou menos – o resultado disso é diminuição nos repasses do FUNDEB – a diminuição de repasses aos cofres públicos, segundo os dados, pode chegar a mais de 25 milhões reais.

Segundo Paulo Buzar, o movimento de greve, que diga-se de passagem, ao se exaurirem todas as negociações é legal, acontece no pior momento para educação de qualquer município – esse é momento do CENSO ESCOLAR, portanto, o movimento de greve pode diminuir ainda mais o número de matrículas e quando os dados forem enviados ao governo federal haverá sem sombras de dúvidas uma nova diminuição nos repasses do Fundeb, dificultando ainda mais as possibilidades de melhoria dos salários de professores, e, consequentemente, um prejuízo ainda maior para o alunado.

Ao final do pronunciamento a imprensa, a Secretária de Educação Karla Jannys, de forma até emocionada disse que também é professora e conhece as dificuldades da classe trabalhadora, por isso, faz-se necessária a continuação do diálogo.

Não há dúvidas de que muito ainda precisa ser feito para melhorar a educação brasileira, contudo, medidas alternativas, que não prejudiquem os jovens estudantes, também devem ser estudadas diuturnamente.

Lutar pela garantia de um direito, violando o direito de outrem, acaba soando como contradição, por isso, mais do que garantir a melhoria dos salários dos professores ou a reposição dos prejuízos acumulados, não seria melhor preservar o presente sem o prejuízo da categoria e garantir o futuro desses estudantes?

Por Wilton Lima

Comentários

  1. Na visão do gestor tem que voltar, mais não paga o que manda a lei. Ele tem que entender o risco de diminuir alunos também é dele. Reconheça prefeito o que a lei manda ou perdera muito mais

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