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MARANHÃO: VEREADOR DE DAVINÓPOLIS É PRESO PELA POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil do Distrito Federal com apoio da Polícia Civil do Maranhão, através da 10 DRPC, por intermédio do Grupo de Pronto Emprego (GPE), prenderam um vereador na cidade de Davinópolis-MA.

A Justiça atendeu ao pedido do Núcleo Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e autorizou nesta quinta-feira, 7 de abril, a prisão de um vereador de Davinópolis no Maranhão. A prisão é um desdobramento da “Operação Testa de Ferro”, que investiga uma quadrilha responsável por fraudes em contas bancárias. O mandado foi cumprido na tarde de hoje por agentes da Delegacia Especial de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do DF (PCDF) com apoio da Polícia Civil do Maranhão, através da 10 DRPC, por intermédio do Grupo de Pronto Emprego (GPE).

Segundo as investigações realizadas pelo Ncyber em parceria com a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) da PCDF, o vereador é suspeito de ter ligação com o casal preso em Goiânia em 31 de março. O político seria um dos responsáveis por indicar pessoas dispostas a cederem suas contas bancárias para o depósito e saque dos valores obtidos por meio da fraude.

O grupo criminoso atua há mais de uma década, principalmente no Centro Oeste e no Pará. Uma das vítimas, uma empresa de calçados, chegou a perder mais de R$1 milhão e 400 mil. Estima-se que as fraudes praticadas pela quadrilha podem ter alçado mais de 300 milhões de reais, e muitas vítimas ainda devem ser identificadas.

As investigações começaram em 2019, quando a PCDF efetuou a prisão de indivíduos que realizavam saques, transferências e conversão de moeda nacional em dólar em uma agência bancária. Descobriu-se que essas pessoas eram a base da pirâmide da organização, que emprestavam suas contas para serem beneficiadas com o dinheiro do furto. Em um segundo patamar, havia os recrutadores de conta bancária e, acima deles, os gerentes de operações.

O dinheiro dos furtos era transferido para contas dos beneficiários. Assim que os valores ingressavam nessas contas, os gerentes de operações (continua nos comentários) transportavam os beneficiários até caixas eletrônicos e lá determinavam quais operações bancárias seriam realizadas. Por vezes, essas pessoas possuíam máquinas de cartões de crédito fantasmas para realizar compras simuladas nos cartões desses beneficiários.

Seguindo o rastro do dinheiro, o MPDFT e a PCDF chegaram aos suspeitos de liderar a organização. Em 2015, eles já haviam sido alvos da PCDF na operação Safira, que apurou fraudes contra correntistas de um banco, com prejuízo de mais de R$ 40 milhões. Eles permaneciam em liberdade e continuavam aplicando golpes. A dupla tem antecedentes criminais por duplo homicídio, estelionato, organização criminosa, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e posse de drogas.

O líder ou um hacker disparava mensagens de texto de celular contendo links que, quando clicados, instalavam um malware no aparelho da vítima. Confirmada a infecção, integrantes da organização criminosa realizavam contato telefônico se passando por funcionários da instituição bancária a fim de que a vítima fornecesse autorizações e credenciais de segurança adicionais para a realização das transferências. O dinheiro era destinado de forma pulverizada para diversas outras contas de pessoas que as cediam para a organização.

O vereador foi localizado em sua residência na cidade de Davinópolis-MA, conduzido até a Delegacia Regional de Polícia Civil de Imperatriz e encontra-se à disposição da justiça.



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