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AÇAILÂNDIA: MORADORES DO PEQUIÁ DE BAIXO DENÚNCIAM FORTE CHEIRO DE GÁS

Nos últimos meses, um forte odor vindo das empresas instaladas ao redor do bairro Piquiá de Baixo tem assustado os moradores, principalmente, os que tem suas casas com a distância de menos de 100 metros das empresas. O problema foi relatado à Justiça nos Trilhos (JnT), que de imediato começou as apurações da denúncia dos moradores sobre as emissões de gases poluentes em Açailândia (MA).

Segundo os moradores, o gás é emitido em diferentes horários, obrigando as famílias a saírem de suas casas e procurarem locais afastados, pois a substância provoca fortes dores de cabeça, náuseas, tontura, problemas respiratórios e de pele.

Ainda de acordo com os moradores, as crianças tem sido as mais atingidas. A moradora Francisca Conceição relatou que seu filho Leonardo Conceição Lira, 10 anos, que tem necessidades especiais sofre com problemas de pele. “Meu filho está há meses com irritação na pele. Não sei mais o que fazer. Quase todo dia tem esse vazamento e o cheiro é muito forte. Ninguém sabe explicar nada e a gente fica aqui sofrendo com todo tipo de doença,” reclama Francisca.

O morador Washigton Gomes, que também tem casa próxima as empresas, relata sentir o mesmo odor, e que também tem que sair de casa por medo de morrer. “Já tive que levar minha família para outro local, por medo de morrer. A noite, o gás é muito forte e tenho medo de morrer inalando. Inclusive minha filha fica com muitas dores de cabeça”, afirmou Gomes.

O grupo de Vigilância em Saúde Ambiental Edvard Dantas Cardeal foi ao local para medir os índices de poluição no momento do odor e detectou que durante os horários que o odor aumenta, os níveis de poluição também são maiores. Infelizmente a equipe não possui um equipamento próprio para medir gases.

Justiça nos Trilhos comunicou autoridades locais sobre o caso

No dia 24 de outubro de 2022, a JnT procurou a Secretaria de Meio Ambiente de Açailândia. Na ocasião, protocolou um ofício informado sobre o caso e pedindo que a secretaria fizesse uma intervenção.

“Diante do exposto e considerando que a emissão tem sido em horários diferentes, viemos requerer a vossa excelência que encaminhe um profissional para ouvir os relatos dos moradores; providencie a medição do nível de poluição aqui relatado; tome todas as providências cabíveis para que a empresa responsável cesse de imediato a emissão da referida substância”, diz o texto do ofício assinado por Renato Lanfranchi, um dos coordenadores da JnT.

Em reunião com a prefeitura de Açailândia e com o promotor Denys Lima Rego, do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), no dia 26 de outubro, moradores de Piquiá de Baixo e Novo Horizonte discutiram os problemas de acesso à saúde, transporte e infraestrutura, que ambos os bairros vêm enfrentando. Na reunião, estiveram representando a prefeitura, o procurador geral do município, Renan Rodrigues, e a secretária de assistência social, Patrícia Giroto.

Na ocasião, o representante da prefeitura Renan Rodrigues se comprometeu que no prazo de 10 dias acionaria a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para realizar uma visita técnica, a fim de identificar a existência de alguma situação de prejuízo ao meio ambiente, assim como a saúde dos moradores de Piquiá de Baixo e adjacências. Até a publicação desta matéria nenhuma equipe apareceu no local.

Por José Carlos Almeida

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